Simbolismo no Brasil

O simbolismo, assim como o naturalismo, realismo e o parnasianismo, foi movimento do final do século XIX.

 

Ao contrário do realismo não há uma preocupação com a representação fiel da realidade, a arte preocupa-se apenas com a sugestão. Simbolismo é sugestão, o realismo buscava mostrar a realidade tal qual ela se apresentava, o simbolismo busca uma volta, um retorno ao mundo interior, ao misticismo e ao espiritualismo. É a volta do subjetivismo, com uma certa aproximação com o romantismo, mas se difere deste no sentido de ter uma subjetividade mais profunda, buscando a essência do ser e a espiritualidade, mostrando sensações que às vezes a própria lógica desconhece.

Principais características do simbolismo:

 

Espiritualismo e misticismo: o autor simbolista estava muito próximo da religião, é muito frequente nos textos encontrarmos uma distinção corpo e alma, e uma sublimação, e o que vem a ser isso? O homem precisava se livrar da carne para conseguir a libertação da alma.

 

  • Sugestão: o autor simbolista apenas sugere e não diz as coisas como elas são na realidade, cabia ao leitor tentar decifrar o enigma de cada poema.

 

  • Imprecisão: aliada à característica da sugestão, encontramos textos vagos e imprecisos, nada é declarada, tudo é sugerido.

 

  • Sinestesia: os textos simbolistas são carregados de sinestesia, que é uma figura de linguagem em que encontramos a fusão de várias sensações, você “ouve o cheiro”, “sente a cor”. Exemplo:

 

“Nasce a manhã, a luz que tem cheio…

Ei-la que assoma…

Pelo ar sutil… Tem cheiro a luz, a manhã nasce…

Oh sonora audição colorida do aroma!”

Alphonsus de Guimaraens

 

  • Musicalidade: havia a preocupação de aproximar a música e o poema, e para conseguir esse efeito os poetas simbolistas se utilizavam principalmente das figuras de linguagem associadas à sonoridade, como as rimas, ecos, e aliteração, que é a repetição de sons consonantais. Exemplo:

 

“E as cantinelas de serenos sons amenos

Fogem fluidas fluindo à fina flor dos fenos.”

 

  • Maiúsculas alegorizantes: eram a utilização de letras maiúsculas no meio dos versos, sem que houvesse nenhuma explicação gramatical lógica para este uso. O poeta as usava buscando justamente destacar algumas palavras. Exemplo:

 

“Indefiníveis músicas supremas,

Harmonias da Cor e do Perfume…

Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,

Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume…”

 

 

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