quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Simbolismo no Brasil

O simbolismo, assim como o naturalismo, realismo e o parnasianismo, foi movimento do final do século XIX.

 

Ao contrário do realismo não há uma preocupação com a representação fiel da realidade, a arte preocupa-se apenas com a sugestão. Simbolismo é sugestão, o realismo buscava mostrar a realidade tal qual ela se apresentava, o simbolismo busca uma volta, um retorno ao mundo interior, ao misticismo e ao espiritualismo. É a volta do subjetivismo, com uma certa aproximação com o romantismo, mas se difere deste no sentido de ter uma subjetividade mais profunda, buscando a essência do ser e a espiritualidade, mostrando sensações que às vezes a própria lógica desconhece.

Principais características do simbolismo:

 

Espiritualismo e misticismo: o autor simbolista estava muito próximo da religião, é muito frequente nos textos encontrarmos uma distinção corpo e alma, e uma sublimação, e o que vem a ser isso? O homem precisava se livrar da carne para conseguir a libertação da alma.

 

  • Sugestão: o autor simbolista apenas sugere e não diz as coisas como elas são na realidade, cabia ao leitor tentar decifrar o enigma de cada poema.


 

  • Imprecisão: aliada à característica da sugestão, encontramos textos vagos e imprecisos, nada é declarada, tudo é sugerido.


 

  • Sinestesia: os textos simbolistas são carregados de sinestesia, que é uma figura de linguagem em que encontramos a fusão de várias sensações, você “ouve o cheiro”, “sente a cor”. Exemplo:


 

“Nasce a manhã, a luz que tem cheio...

Ei-la que assoma...

Pelo ar sutil... Tem cheiro a luz, a manhã nasce...

Oh sonora audição colorida do aroma!”

Alphonsus de Guimaraens

 

  • Musicalidade: havia a preocupação de aproximar a música e o poema, e para conseguir esse efeito os poetas simbolistas se utilizavam principalmente das figuras de linguagem associadas à sonoridade, como as rimas, ecos, e aliteração, que é a repetição de sons consonantais. Exemplo:


 

“E as cantinelas de serenos sons amenos

Fogem fluidas fluindo à fina flor dos fenos.”

 

  • Maiúsculas alegorizantes: eram a utilização de letras maiúsculas no meio dos versos, sem que houvesse nenhuma explicação gramatical lógica para este uso. O poeta as usava buscando justamente destacar algumas palavras. Exemplo:


 

“Indefiníveis músicas supremas,

Harmonias da Cor e do Perfume...

Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,

Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...”

 

 

Regulamentação da Profissão de Filósofo

A ideia da regulamentação da profissão de filósofo no Brasil é muito imbecil, porque a atividade de filósofo não corresponde a nenhuma atividade profissional, o sujeito ensinar filosofia pode ser, escrever um livro de filosofia também, mas a filosofia em sim mesmo não corresponde a uma atividade profissional. Como Sócrates seria remunerado? Sócrates nunca escreveu um livro, não deu aula em nenhuma escola, ele simplesmente conversava com as pessoas. Ser filósofo é você ter uma filosofia, ou seja, ter examinado uma série de problemas e ter o que dizer sobre elas, pouco importa se você diz em um círculo de amigos, em uma universidade, em um livro ou em uma igreja. Isso não faz a menor diferença.

 

Dois dos maiores filósofos do século XX foram Georg Simmel e Xavier Zubiri, eles não ensinavam em universidades, davam apenas cursos em casa. Os cursos de Georg Simmel prepararam toda uma geração de professores universitários alemães, sendo que ele mesmo não era professor universitário. Até hoje a maior parte do Zubiri foi publicada depois que ele morreu, dos cursos que ele dava em sua casa.

 

É o que já dizia o filósofo colombiano Nicolás Gómez Dávila: quanto mais alta é uma atividade, mais ridícula é a pretensão de você julgá-la de fora. Só pode julgar se um sujeito é filósofo ou não quem também é filósofo, e as universidades brasileiras nunca produziram um único filósofo. E todos os nossos filósofos, alguns com fama internacional, são pessoas de fora da universidade, como Miguel Reale, e ele nas horas vagas criou o Instituto Brasileiro de Filosofia, que publicou durante mais de 50 anos a Revista Brasileira de Filosofia, que é a única publicação filosófica respeitável no Brasil.

 

Segundo Olavo Carvalho, filósofo brasileiro, “nenhuma pessoa inteligente pode ficar no Brasil” e “ser brasileiro é uma coisa que ninguém deveria fazer”.

 

Periodização Literária

Periodização Literária

 

Podemos entender a literatura como não só a produção e composição de textos escritos em forma de prosa ou verso, mas como também todo o conjunto dessas produções de um determinado país ou de uma determinada época.

 

Em meados do século XII, quando Portugal se constitui como Estado independente, tem início a história da literatura portuguesa tal qual nós conhecemos hoje.

 

Toda essa produção é dividida em grandes movimentos, escolas ou estilos de época. A história da literatura apresenta ainda uma outra grande divisão, que são as eras, temos  história  literatura portuguesa, a era medieval, a clássica, a romântica e a contemporânea. A literatura brasileira também é dividida.

 

Em função da visão de mundo dos artistas e das características de cada período, essas grandes eras se dividem em momentos menores, chamados de movimentos ou escolas literárias. Esses movimentos não devem ser entendidos como compartimentos distantes, ao contrário, não há um período certo que marca o término de um movimento e início de outro, essa divisão é apenas um recurso didático para facilitar a compreensão, até porque há sempre um período de transição, entre a ascensão de um novo movimento e do declínio de um anterior.
Sempre temos autores que apresentam características não só de uma escola, mas de outras escolas, como é o caso de Camões, comumente estudado como um poeta do classicismo, mas que apresenta características medievais, maneiristas e até mesmo barrocas.

 

Há um estilo individual que representa a característica particular, a maneira do artista encarar a língua e o mundo, e um estilo de época, que corresponde ao conjunto das características comuns de um determinado grupo de autores num certo período da história.

 

Trovadorismo

 

É no ambiente palaciano que tem início o primeiro movimento da literatura portuguesa na era medieval, o Trovadorismo, que surge com a figura dos trovadores medievais. Trovadores vem do termo “trovador”, que significava “achar”, “encontrar”, cabia ao poeta encontrar a música e adequá-la aos versos. Neste período temos a imagem deste trovadores que produziam canções para serem tocadas ao som de instrumentos musicais.

 

O primeiro texto da literatura portuguesa que se tem registro é a “Cantiga da Ribeirinha” de Paio Soares de Taveirós, comumente classificada como uma cantiga de amor. Toda a produção poética desse período acaba sofrendo uma divisão, temos dois grandes grupos:

 

Cantigas líricas: predominam temas amorosos.

Cantigas satíricas: predominam a crítica e os efeitos cômicos.

 

As cantigas líricas por sua vez, se dividem em cantigas de amor e cantigas de amigo. As cantigas de amigo apresentam ambiente mais pastoril, mais voltado à natureza. As cantigas satíricas também apresentam uma divisão, temos as cantigas de escárnio e as cantigas de maldizer.

Parnasianismo

O parnasianismo foi o movimento literário que foi contemporâneo ao realismo e ao naturalismo brasileiro. O parnasianismo é um movimento essencialmente poético, não acontece na prosa. O realismo aconteceu em Portugal e no Brasil, já o parnasianismo é uma manifestação típica do Brasil e da França, onde teve origem.
Mas o que é o Parnasianismo?

Parnasianismo vem de Parnaso, que era o nome de um monte na Grécia habitado por Apollo, considerado o Deus da Arte. Embora contemporâneo do realismo e do naturalismo, o parnasianismo não pode ser considerado como a expressão poética das características que encontramos na prosa, muito pelo contrário, ele apresenta características bem marcadas, diferente das características realistas e naturalistas.

 

Características do Parnasianismo brasileiro

 

Esteticismo: vem da palavra “estética”, os parnasianos estavam preocupados com a forma e o belo, eles pregavam uma arte pela arte, ou seja, a arte deveria existir em função dela mesmo. Não havia como no realismo a preocupação com temas sociais.

 

Impassibilidade: é a negação aos exageros sentimentais do romantismo, para o poeta parnasiano, o importante era a objetividade, nada de sentimentalismos.

 

Poesia descritiva: ao contrário dos temas sociais, os parnasianos buscavam temas mais diretos, e falavam em seus poemas de objetos e de cenas da natureza. O amor pelo objeto e um certo fetichismo era muito grande nesse período.

 

Retomada dos modelos clássicos: a antiguidade clássica mais uma vez aparece e é retomada, os poetas greco-latinos eram tidos como exemplos de perfeição e de beleza.

 

Perfeição formal: esta é a grande marca do parnasiano, que estava preocupado com a forma e não tão preocupado com o conteúdo, sua preocupação era com a aparência e sonoridade. Eles passaram ao contrário dos românticos, que pregavam os versos livres e os versos brancos, ou seja, os versos não rimados, os parnasianos queriam o contrário, e pregavam a valorização da rima e das formas fixas, e que tudo isso vinha num grande movimento que ficou conhecido principalmente pelo seu artificialismo.

 

Rima

 

A rima é a semelhança entre os sons finais ou intermediários de um verso.

 

Classificação das rimas

 

  • Rima pobre: ocorre quando as palavras pertencem à mesma classe gramatical. Exemplo:


 

“Entre as ruínas de um convento,

De uma coluna quebrada

Sobre os destroços, ao vento

Vive uma flor isolada”

Alberto de Oliveira

 

Reparem que a palavra “convento” rima com a palavra “vento”, e ambas são substantivos, já a palavra “quebrada” rima com a palavra “isolada”, e ambas são adjetivos.

 

  • Rima rica: ocorre quando as palavras pertencem a classes gramaticais diferentes.

  • Rima rara ou perfeita: eram palavras que apresentavam finais diferentes ou raros.

Barroco no Brasil

As manifestações literárias são didaticamente divididas em grandes eras, que por sua vez são divididas em movimentos menores, chamados de estilos de época, movimentos ou escolas literárias. A literatura brasileira também apresenta essa divisão, e duas grandes eras. A era colonial tem início com a chegada dos portugueses, lá por volta de 1500, e se estende até 1808 quando a família real chega ao Rio de Janeiro. A era nacional tem início em 1836 quando temos a entrada no cenário do movimento romântico, e se estende até o dias atuais.

Esse período de transição de 1808 a 1836 corresponde ao período do processo da luta pela independência polícia de Portugal.

A era colonial é dividida em:

  • Quinhentismo, que tem início por volta de 1500.

  • Barroco, que tem início no século XVII e se estende até o século XVIII.

  • Arcadismo, que tem início no século XVIII e se estende até meados do século XIX.


Os textos produzidos no Brasil por volta de 1500 não podem ser considerados manifestações realmente literárias, eles se aproximam mais de textos históricos, e correspondem aos textos que os portugueses escreviam sobre os relatos da viagem e o que encontram em terrar brasileiras, ou então eram textos produzidos pelos jesuítas, mas voltados para a catequese, toda essa produção é chamada de quinhentismo brasileiro. Não há um consenso sobre a qual foi a primeira manifestação literária brasileira, alguns acham que o barraco foi essa primeira manifestação, outros por sua vez acreditam que só podemos falar em uma literatura realmente brasileira a partir do romantismo, ou seja, a partir do século XVIII. Mas em uma coisa todos os estudiosos concordam, é no barroco que encontramos não só o primeiro, mas um dos mais talentosos do Brasil, o grande Gregório de Mattos.

O movimento Barroco no Brasil tem início em 1601, com a publicação do poema “Prosopopéia” de Bento Teixeira, e se estende até meados do século XVIII, quando ocorre a fundação da Arcádia Ultramarina, em Vila Rica-MG, e tem como marco também a publicação das obras poéticas de Claudio Manoel da Costa.

O termo barroco no Brasil apresenta duas grandes vertentes, fala-se de um barroco literário e arquitetônico, no século XVII, principalmente na Bahia, e também de um barroco mineiro, também conhecido como barroco tardio, no século XVIII, que é contemporâneo do arcadismo.

As manifestações brasileiras deste período refletem a visão de mundo e a estrutura de um país colônia, marcado pelo ciclo econômico açucareiro. As poucas atividades culturais concentravam em Salvador-BA ou em Recife-PE.

O barroco brasileiro foi muito influenciado pelo barroco europeu, e o que foi mesmo o Barroco?

O Barroco foi o movimento do contraste, do exagero, do jogo das ideias e das verdades contraditórias, este barroco marcadamente exagerado também tem suas reflexões aqui em nossas terras. O jogo de ideias e de palavras visava não só a ornamentação e a preocupação com a estrutura formal do texto, mas também o jogo lógico, de ideias.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Como Se Proteger do Sol na Praia?

Como se proteger do Sol?


Na praia, existem alguns cuidados que devem ser tomados. Basicamente, deve-se evitar exposição solar no período entre 10h e 16h. Além disso, é indispensável o uso de um protetor solar com fator mínimo 30, que deve ser espalhado em quantidades generosas. O ideal é que o produto seja aplicado duas vezes (passar e repassar em seguida). Esse cuidado merece atenção, já que atualmente as pessoas têm o hábito de utilizar apenas 30% do volume que deveria ser usado. Essa quantidade insuficiente de filtro solar faz com que um produto com fator 30, na prática, proporcione um fator de proteção 12.

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Para não haver dúvidas, a primeira aplicação deve ser espessa a ponto de deixar a pele branca. Depois, basta repetir o processo e espalhar bem o produto. A aplicação deve ser feita cerca de 30 minutos antes de se expor ao sol, e a reaplicação do procedimento na praia deve ocorrer em intervalos mínimos de 2 horas.

O problema é que, em contato com a água, o filtro tem sua ação reduzida para no máximo 30 minutos. Depois disso, o efeito protetor desaparece por completo. Atualmente, também existem produtos que acompanham filtro solar, como acessórios e vestimentas.