sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Flibanserina é Mesmo o Viagra Feminino?

Não existe Viagra feminino!


Em agosto de 2015, o FDA (Food and Drug Administration), órgão regulador dos Estados Unidos liberou o uso da Flibanserina, popularmente conhecida como pílula rosa ou "Viagra feminino".

flibanserina

Antes de emitir qualquer comentário sobre a Flibanserina é preciso desfazer um grande equívoco, já que a nova droga não pode ser confundida com o Viagra, uma vez que este medicamento é destinado à promover a ereção, algo inexistente no corpo feminino. O Viagra é um remédio vasodilatador, ou seja, age sobre a dilatação das artérias, facilitando a ereção masculina, desde que o indivíduo seja devidamente estimulado. Em outras palavras, o homem deve se sentir excitado para que o Viagra atue e, assim, o pênis apresente uma boa ereção.

A ereção não deve ser confundida com o desejo sexual. Os próprios homens se confundem a respeito, uma vez que alguns deles acreditam que o Viagra proporcionará o aumento do desejo sexual, quando, na verdade, o remédio consegue apenas deixar o indivíduo mais livre (mentalmente falando) para se excitar.

Flibanserina é um antidrepressivo


Outro detalhe a ser observado é que a Flibanserina é um antidepressivo pertencente à classe dos inibidores de alguns neurotransmissores, que proporcionam efeitos colaterais negativos. Assim, medicamentos do gênero podem provocar desmaio, queda da pressão arterial, tontura e vertigem.

Inibição da libido feminina


Além das reações adversas, convém destacar que a Flibanserina não é capaz de realizar o que promete. O grande problema da inibição do desejo da mulher ou libido feminina se refere à ideia de que ela tem sobre si mesma e perante os relacionamentos, além da opressão sexual. Muita das vezes, a mulher sem libido foi oprimida em casa pelos pais, que se chegaram a abordar temas sobre sexo, certamente não emitiram opiniões positivas a respeito. E essa mulher continuou sendo oprimida pela sociedade em geral, que julga mal o comportamento sexual feminino. Segundo essa sociedade repressora, a mulher não pode sentir desejo sexual, ser livre e se masturbar da mesma forma que os homens. Assim, a mulher não se toca e não se permite usufruir o prazer.

Por tudo isso, a mulher tende a estabelecer uma relação muito mais afetiva do que carnal com o sexo, que é o caso do homem. A mulher se frustra muito com a própria figura e com a relação que possui com o próprio corpo e genitais.

A mulher se excita muito mais pelos ouvidos, enquanto o homem apresenta uma excitação mais visual. Isso significa que a mulher gosta de ser retribuída, receber a devida atenção do homem, esperando que ele compartilhe seu cotidiano com ela.

Ação da Flibanserina


Nenhum comprimido poderá resolver os problemas cotidianos, ligados a uma educação repressora, ou vinculados à relação mantida pela mulher com relação ao espelho, por exemplo. Também será incapaz de solucionar os possíveis conflitos ligados à figura masculina, seja o marido ou namorado.

Um comprimido pode drogar uma pessoa, fazendo com que ela se entorpeça. Logo, o remédio pode proporcionar um efeito similar ao de uma bebida. Não raro, muitas mulheres se sentem mais livres com relação ao sexo após o consumo de bebidas alcoólicas. A consequência tende a ser uma noite de sexo mais livre e prazerosa. Contudo, no dia seguinte é possível que a mulher se envergonhe de seu próprio comportamento.

A fibanserida trata-se de um antidepressivo. Logo, a droga tem a ação de retirar a mulher de um estado muito depressivo, deixando-a mais empolgada com a vida. Embora o remédio possa ampliar a vontade da paciente em ter uma atividade sexual, essa solução será meramente paliativa.

Assim, a Flibanserina é mais uma busca do comprimido afrodisíaco que possa resolver os problemas sexuais de maneira definitiva. O homem vem adotando essa postura há milhares de anos. Infelizmente, a Flibanserina deve ser somente a primeira de muitas outras drogas do mesmo gênero que surgirão. Com isso, muitos médicos receitarão essas pípulas a fim de fazer testes em busca do resultado esperado. Em contraponto, o profissional da área médica pode acabar se esquecendo de lidar com um ponto essencial do tratamento: a mente feminina. O médico deveria se preocupar em descobrir o que a mulher pensa e sente, estudando meios do que pode ser feito para que ela consiga combater a repressão autoinstalada. Muitas vezes, as próprias pacientes desconhecem esse fato.

Créditos: www.aumentarlibido.net.br

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Disfunção Erétil: O Que É, Fatores de Risco e Tratamento

Disfunção Erétil: o que é


A disfunção erétil é caracterizada pela dificuldade em ter ou manter uma ereção a fim de ter uma relação sexual satisfatória. Este é um conceito clássico da disfunção erétil.

Vale frisar que a idade não é um fator limitante para que o homem continue sexualmente ativo, desde que ele combata os fatores de risco, ou seja, que mantenha uma vida saudável. Daí a importância de se buscar o urologista para corrigir esses fatores, passando a controlar o índice elevado de colesterol e o diabetes, interromper o uso do cigarro, e praticar atividade física de forma regular. Todos esses aspectos fazem com que o indivíduo se sinta bem consigo mesmo e consiga manter uma vida sexual ativa.

Leia o artigo a seguir para saber mais sobre a impotência sexual.

Fatores de risco


O principal fator de risco associado ao problema é o diabetes. 75% dos pacientes diabéticos tem algum grau de disfunção erétil. Mas, existem outros fatores, como hipertensão arterial, tabagismo, e sobrepeso.

Todas as idades podem ter prevalência da disfunção erétil. Obviamente, essa incidência aumenta a partir dos 50 anos. Isso acontece devido ao surgimento das comorbidades, como o diabetes tipo II, pressão alta, níveis elevados de colesterol e triglicérides (a gordura do sangue), que começam a aparecer nessa faixa etária.

Tratamento


A disfunção erétil é um problema muito importante para o homem, que quando tem esse transtorno, pode se tornar um indivíduo extremamente apreensivo. Grande parte dos homens que sofre de disfunção erétil teme por realizar a cirurgia e tem receio quanto ao tratamento, imaginando, por exemplo, que este possa ser oneroso. Em média, os homens convivem cinco anos com o problema para, somente então, procurar por um urologista.

Normalmente, a consulta inclui a realização de uma anamnese, que consiste na análise do histórico dos fatores de risco. Ademais, são efetuados alguns exames, como a dosagem da glicemia, colesterol, e triglicérides, e o PSA (exame de sangue). A consulta também é uma oportunidade para orientar os homens sobre a prevenção do câncer de próstata, que deve ser iniciada por todos eles a partir dos 45 anos. Em resumo, o paciente passa por uma anamnese, exames físicos, e outras avaliações inerentes aos fatores de risco.

Remédios para impotência sexual


Existem muitos medicamentos disponíveis no mercado para tratar a disfunção erétil. De fato, esses remédios revolucionaram a questão em torno da disfunção erétil. Eles podem realmente apresentar bons efeitos, uma vez que são vasodilatadores e assim tendem a facilitar a ereção. São vários os que atuam nesse sentido, como sildenafil, vardenafil e tadalafil. Todos eles possuem certa eficácia. Além disso, na maior parte dos casos, os efeitos colaterais são leves e transitórios, fazendo com que o paciente possa se adaptar a eles. Vale ressaltar que o efeito desses remédios já foi comprovado por diversas monografias.

Créditos: http://comoaumentaropenis.net.br/

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Simbolismo no Brasil

O simbolismo, assim como o naturalismo, realismo e o parnasianismo, foi movimento do final do século XIX.

 

Ao contrário do realismo não há uma preocupação com a representação fiel da realidade, a arte preocupa-se apenas com a sugestão. Simbolismo é sugestão, o realismo buscava mostrar a realidade tal qual ela se apresentava, o simbolismo busca uma volta, um retorno ao mundo interior, ao misticismo e ao espiritualismo. É a volta do subjetivismo, com uma certa aproximação com o romantismo, mas se difere deste no sentido de ter uma subjetividade mais profunda, buscando a essência do ser e a espiritualidade, mostrando sensações que às vezes a própria lógica desconhece.

Principais características do simbolismo:

 

Espiritualismo e misticismo: o autor simbolista estava muito próximo da religião, é muito frequente nos textos encontrarmos uma distinção corpo e alma, e uma sublimação, e o que vem a ser isso? O homem precisava se livrar da carne para conseguir a libertação da alma.

 

  • Sugestão: o autor simbolista apenas sugere e não diz as coisas como elas são na realidade, cabia ao leitor tentar decifrar o enigma de cada poema.


 

  • Imprecisão: aliada à característica da sugestão, encontramos textos vagos e imprecisos, nada é declarada, tudo é sugerido.


 

  • Sinestesia: os textos simbolistas são carregados de sinestesia, que é uma figura de linguagem em que encontramos a fusão de várias sensações, você “ouve o cheiro”, “sente a cor”. Exemplo:


 

“Nasce a manhã, a luz que tem cheio...

Ei-la que assoma...

Pelo ar sutil... Tem cheiro a luz, a manhã nasce...

Oh sonora audição colorida do aroma!”

Alphonsus de Guimaraens

 

  • Musicalidade: havia a preocupação de aproximar a música e o poema, e para conseguir esse efeito os poetas simbolistas se utilizavam principalmente das figuras de linguagem associadas à sonoridade, como as rimas, ecos, e aliteração, que é a repetição de sons consonantais. Exemplo:


 

“E as cantinelas de serenos sons amenos

Fogem fluidas fluindo à fina flor dos fenos.”

 

  • Maiúsculas alegorizantes: eram a utilização de letras maiúsculas no meio dos versos, sem que houvesse nenhuma explicação gramatical lógica para este uso. O poeta as usava buscando justamente destacar algumas palavras. Exemplo:


 

“Indefiníveis músicas supremas,

Harmonias da Cor e do Perfume...

Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,

Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...”

 

 

Regulamentação da Profissão de Filósofo

A ideia da regulamentação da profissão de filósofo no Brasil é muito imbecil, porque a atividade de filósofo não corresponde a nenhuma atividade profissional, o sujeito ensinar filosofia pode ser, escrever um livro de filosofia também, mas a filosofia em sim mesmo não corresponde a uma atividade profissional. Como Sócrates seria remunerado? Sócrates nunca escreveu um livro, não deu aula em nenhuma escola, ele simplesmente conversava com as pessoas. Ser filósofo é você ter uma filosofia, ou seja, ter examinado uma série de problemas e ter o que dizer sobre elas, pouco importa se você diz em um círculo de amigos, em uma universidade, em um livro ou em uma igreja. Isso não faz a menor diferença.

 

Dois dos maiores filósofos do século XX foram Georg Simmel e Xavier Zubiri, eles não ensinavam em universidades, davam apenas cursos em casa. Os cursos de Georg Simmel prepararam toda uma geração de professores universitários alemães, sendo que ele mesmo não era professor universitário. Até hoje a maior parte do Zubiri foi publicada depois que ele morreu, dos cursos que ele dava em sua casa.

 

É o que já dizia o filósofo colombiano Nicolás Gómez Dávila: quanto mais alta é uma atividade, mais ridícula é a pretensão de você julgá-la de fora. Só pode julgar se um sujeito é filósofo ou não quem também é filósofo, e as universidades brasileiras nunca produziram um único filósofo. E todos os nossos filósofos, alguns com fama internacional, são pessoas de fora da universidade, como Miguel Reale, e ele nas horas vagas criou o Instituto Brasileiro de Filosofia, que publicou durante mais de 50 anos a Revista Brasileira de Filosofia, que é a única publicação filosófica respeitável no Brasil.

 

Segundo Olavo Carvalho, filósofo brasileiro, “nenhuma pessoa inteligente pode ficar no Brasil” e “ser brasileiro é uma coisa que ninguém deveria fazer”.

 

Periodização Literária

Periodização Literária

 

Podemos entender a literatura como não só a produção e composição de textos escritos em forma de prosa ou verso, mas como também todo o conjunto dessas produções de um determinado país ou de uma determinada época.

 

Em meados do século XII, quando Portugal se constitui como Estado independente, tem início a história da literatura portuguesa tal qual nós conhecemos hoje.

 

Toda essa produção é dividida em grandes movimentos, escolas ou estilos de época. A história da literatura apresenta ainda uma outra grande divisão, que são as eras, temos  história  literatura portuguesa, a era medieval, a clássica, a romântica e a contemporânea. A literatura brasileira também é dividida.

 

Em função da visão de mundo dos artistas e das características de cada período, essas grandes eras se dividem em momentos menores, chamados de movimentos ou escolas literárias. Esses movimentos não devem ser entendidos como compartimentos distantes, ao contrário, não há um período certo que marca o término de um movimento e início de outro, essa divisão é apenas um recurso didático para facilitar a compreensão, até porque há sempre um período de transição, entre a ascensão de um novo movimento e do declínio de um anterior.
Sempre temos autores que apresentam características não só de uma escola, mas de outras escolas, como é o caso de Camões, comumente estudado como um poeta do classicismo, mas que apresenta características medievais, maneiristas e até mesmo barrocas.

 

Há um estilo individual que representa a característica particular, a maneira do artista encarar a língua e o mundo, e um estilo de época, que corresponde ao conjunto das características comuns de um determinado grupo de autores num certo período da história.

 

Trovadorismo

 

É no ambiente palaciano que tem início o primeiro movimento da literatura portuguesa na era medieval, o Trovadorismo, que surge com a figura dos trovadores medievais. Trovadores vem do termo “trovador”, que significava “achar”, “encontrar”, cabia ao poeta encontrar a música e adequá-la aos versos. Neste período temos a imagem deste trovadores que produziam canções para serem tocadas ao som de instrumentos musicais.

 

O primeiro texto da literatura portuguesa que se tem registro é a “Cantiga da Ribeirinha” de Paio Soares de Taveirós, comumente classificada como uma cantiga de amor. Toda a produção poética desse período acaba sofrendo uma divisão, temos dois grandes grupos:

 

Cantigas líricas: predominam temas amorosos.

Cantigas satíricas: predominam a crítica e os efeitos cômicos.

 

As cantigas líricas por sua vez, se dividem em cantigas de amor e cantigas de amigo. As cantigas de amigo apresentam ambiente mais pastoril, mais voltado à natureza. As cantigas satíricas também apresentam uma divisão, temos as cantigas de escárnio e as cantigas de maldizer.

Parnasianismo

O parnasianismo foi o movimento literário que foi contemporâneo ao realismo e ao naturalismo brasileiro. O parnasianismo é um movimento essencialmente poético, não acontece na prosa. O realismo aconteceu em Portugal e no Brasil, já o parnasianismo é uma manifestação típica do Brasil e da França, onde teve origem.
Mas o que é o Parnasianismo?

Parnasianismo vem de Parnaso, que era o nome de um monte na Grécia habitado por Apollo, considerado o Deus da Arte. Embora contemporâneo do realismo e do naturalismo, o parnasianismo não pode ser considerado como a expressão poética das características que encontramos na prosa, muito pelo contrário, ele apresenta características bem marcadas, diferente das características realistas e naturalistas.

 

Características do Parnasianismo brasileiro

 

Esteticismo: vem da palavra “estética”, os parnasianos estavam preocupados com a forma e o belo, eles pregavam uma arte pela arte, ou seja, a arte deveria existir em função dela mesmo. Não havia como no realismo a preocupação com temas sociais.

 

Impassibilidade: é a negação aos exageros sentimentais do romantismo, para o poeta parnasiano, o importante era a objetividade, nada de sentimentalismos.

 

Poesia descritiva: ao contrário dos temas sociais, os parnasianos buscavam temas mais diretos, e falavam em seus poemas de objetos e de cenas da natureza. O amor pelo objeto e um certo fetichismo era muito grande nesse período.

 

Retomada dos modelos clássicos: a antiguidade clássica mais uma vez aparece e é retomada, os poetas greco-latinos eram tidos como exemplos de perfeição e de beleza.

 

Perfeição formal: esta é a grande marca do parnasiano, que estava preocupado com a forma e não tão preocupado com o conteúdo, sua preocupação era com a aparência e sonoridade. Eles passaram ao contrário dos românticos, que pregavam os versos livres e os versos brancos, ou seja, os versos não rimados, os parnasianos queriam o contrário, e pregavam a valorização da rima e das formas fixas, e que tudo isso vinha num grande movimento que ficou conhecido principalmente pelo seu artificialismo.

 

Rima

 

A rima é a semelhança entre os sons finais ou intermediários de um verso.

 

Classificação das rimas

 

  • Rima pobre: ocorre quando as palavras pertencem à mesma classe gramatical. Exemplo:


 

“Entre as ruínas de um convento,

De uma coluna quebrada

Sobre os destroços, ao vento

Vive uma flor isolada”

Alberto de Oliveira

 

Reparem que a palavra “convento” rima com a palavra “vento”, e ambas são substantivos, já a palavra “quebrada” rima com a palavra “isolada”, e ambas são adjetivos.

 

  • Rima rica: ocorre quando as palavras pertencem a classes gramaticais diferentes.

  • Rima rara ou perfeita: eram palavras que apresentavam finais diferentes ou raros.

Barroco no Brasil

As manifestações literárias são didaticamente divididas em grandes eras, que por sua vez são divididas em movimentos menores, chamados de estilos de época, movimentos ou escolas literárias. A literatura brasileira também apresenta essa divisão, e duas grandes eras. A era colonial tem início com a chegada dos portugueses, lá por volta de 1500, e se estende até 1808 quando a família real chega ao Rio de Janeiro. A era nacional tem início em 1836 quando temos a entrada no cenário do movimento romântico, e se estende até o dias atuais.

Esse período de transição de 1808 a 1836 corresponde ao período do processo da luta pela independência polícia de Portugal.

A era colonial é dividida em:

  • Quinhentismo, que tem início por volta de 1500.

  • Barroco, que tem início no século XVII e se estende até o século XVIII.

  • Arcadismo, que tem início no século XVIII e se estende até meados do século XIX.


Os textos produzidos no Brasil por volta de 1500 não podem ser considerados manifestações realmente literárias, eles se aproximam mais de textos históricos, e correspondem aos textos que os portugueses escreviam sobre os relatos da viagem e o que encontram em terrar brasileiras, ou então eram textos produzidos pelos jesuítas, mas voltados para a catequese, toda essa produção é chamada de quinhentismo brasileiro. Não há um consenso sobre a qual foi a primeira manifestação literária brasileira, alguns acham que o barraco foi essa primeira manifestação, outros por sua vez acreditam que só podemos falar em uma literatura realmente brasileira a partir do romantismo, ou seja, a partir do século XVIII. Mas em uma coisa todos os estudiosos concordam, é no barroco que encontramos não só o primeiro, mas um dos mais talentosos do Brasil, o grande Gregório de Mattos.

O movimento Barroco no Brasil tem início em 1601, com a publicação do poema “Prosopopéia” de Bento Teixeira, e se estende até meados do século XVIII, quando ocorre a fundação da Arcádia Ultramarina, em Vila Rica-MG, e tem como marco também a publicação das obras poéticas de Claudio Manoel da Costa.

O termo barroco no Brasil apresenta duas grandes vertentes, fala-se de um barroco literário e arquitetônico, no século XVII, principalmente na Bahia, e também de um barroco mineiro, também conhecido como barroco tardio, no século XVIII, que é contemporâneo do arcadismo.

As manifestações brasileiras deste período refletem a visão de mundo e a estrutura de um país colônia, marcado pelo ciclo econômico açucareiro. As poucas atividades culturais concentravam em Salvador-BA ou em Recife-PE.

O barroco brasileiro foi muito influenciado pelo barroco europeu, e o que foi mesmo o Barroco?

O Barroco foi o movimento do contraste, do exagero, do jogo das ideias e das verdades contraditórias, este barroco marcadamente exagerado também tem suas reflexões aqui em nossas terras. O jogo de ideias e de palavras visava não só a ornamentação e a preocupação com a estrutura formal do texto, mas também o jogo lógico, de ideias.